Viagem para Ásia: destino diverso, belo e cultural!


Acredito que o melhor adjetivo para falar sobre a Ásia é grandiosa.  Seja em extensão territorial, em população ou em cultura, o continente asiático é enorme e diverso, e traz muitas opções de destinos incríveis! Uma viagem para Ásia, decerto, é uma escolha e tanto na hora de buscar destinos internacionais. 

Fronteiriço com Europa, África, Oceania e América do Norte, o continente possui 45 países e 7 dependências, que abrigam quase três quintos da população mundial. A Ásia é dividida em cinco regiões, a saber:

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  • Oriente Médio;
  • Ásia Central;
  • Sul da Ásia;
  • Sudeste Asiático;
  • Extremo Oriente. 

Berço da humanidade, é originário, também, das principais religiões do mundo, sejam mono ou politeístas: cristianismo, islamismo, judaísmo, budismo, taoísmo, hinduísmo… Enfim, é um dos continentes de maior carga histórica e importância para a humanidade. Mas o continente é marcante não só para humanidade, como também para a natureza. Abriga algumas das maiores riquezas naturais do mundo: Monte Everest e Mar Morto são dois grandiosos exemplos. 

Existem incontáveis destinos para conhecer nesse tão importante continente. No entanto, para dicas de viagem para Ásia, aqui estarão em foco a Tailândia e as Maldivas, mas lembrem-se: uma viagem para a Ásia não se limita a esses dois países. Existem MILHARES aguardando por visitas, como a China, o Tibet e vários outros por aí.

Viagem para Ásia: algumas dicas para te ajudar no roteiro e para te inspirar em novos destinos!

Adivinha sobre o que eu vou falar! Não sabe? Seguro viagem! Hahaha. Embora não exigido na Ásia, o seguro viagem irá proporcionar para você um passeio tranquilo e despreocupado. Ainda mais quando falamos de comidas diferentes, língua, sistema de saúde e cultura completamente nova, ter um seguro para eventual problema com bagagem e principalmente com saúde, é essencial. Sugiro a leitura do post sobre o seguro viagem para a Tailândia

Uma viagem para a Ásia requer, inevitavelmente, paciência, o voo é muito longo e cansativo. São 14 horas de viagem para chegar a Dubai! Além das horas em voo para qualquer que seja o país que você decida visitar. Acho que dá pra estimar uma média de 20 horas num avião. Cansativo? Bastante. Mas é recompensador! Aliás, deixei um post sobre meu voo até a Tailândia: VOO PARA BANGKOK. COMO É A VIAGEM DO BRASIL PARA TAILÂNDIA?

A Ásia requer passaporte em dia, com validade mínima de 6 meses da data da viagem. Além disso, a maioria dos países asiáticos exigem visto para entrada. Mas isso não é o caso nem da Tailândia nem das Maldivas, que restringem-se a solicitar o passaporte atualizado. No caso da Tailândia, brasileiros podem permanecer até 90 dias sem visto, enquanto nas Maldivas o período é menor: 30 dias. 

Viagem para Ásia: Tailândia

Onde fica a Tailândia?

A Tailândia, antiga Sião, localiza-se no sudeste asiático. Faz divisa com Mianmar e Laos a norte, com Laos e Camboja a leste, com o Golfo da Tailândia e Malásia ao sul, e com o Mar de Andamão a oeste. É o 20º país mais populoso do planeta! Sua capital é Bangkok, que é o centro político, comercial, industrial e cultural da Tailândia. Um fato interessante é que os tailandeses usam a expressão “terra da liberdade” como forma de se orgulhar do país ter sido o único no sudeste asiático que nunca sofreu colonização de alguma potência europeia. 

O que fazer na Tailândia?

Olha, uma coisa eu te garanto: atração é o que não vai faltar. Um dos destinos mais procurados por quem busca pelo continente asiático, é repleta de templos e imagens de Buda, além de, obviamente, abrigar maravilhosas belezas naturais. Além do mais, o país explode cultura – uma cultura muito diversa da nossa, por sinal. Por isso, friso novamente: atente-se às regras e respeite. Não é permitido, por exemplo, que casais se beijem ou façam gestos de carinho em público.

 

Chiang Mai

Chiang Mai é a segunda maior cidade da Tailândia. Está a 800km de Bangkok, possui cerca de 200 mil habitantes e, pasmem: mais de 300 templos budistas. Foi construída dentro de uma muralha, que permanece até hoje quase intacta.

Apesar do quantitativo de passeios espirituais, você tem outras opções, como fazer passeios com elefantes ou tigres, mas atenção: não compactue com instituições que promovem maus tratos aos bichinhos. Pesquise bem antes de ir. Na cidade também pode conhecer bares e restaurantes maravilhosos!

Eu fiquei dois dias e meio por lá, mas confesso que passaria, pelo menos, mais um dia.

 

Krabi e Ao Nang

Krabi é uma província tailandesa, onde se localiza Ao Nang, uma subprovíncia. 

Krabi conta com aproximadamente 475 mil habitantes, com uma infraestrutura interessante para atender turismo.Ao Nang conta com cerca de 8.000 habitantes e tem vários bares, restaurantes, boates e, obviamente, becos de prostituição.

 A 15 minutos de barco está Railay Beach, uma excelente opção para se passar o dia! Recomendo a hospedagem apenas em Ao Nang, pois é mais barata, mas não deixa de ser confortável. 

O mais interessante desse lugar é o contato com nativos. Na Tailândia existem muitos lugares, principalmente as atrações turísticas famosas, nas quais você só encontra estrangeiros. Sério, é muito difícil encontrar nativos. Em Krabi, existe maior contato com nativos, o que é muito bacana para ver mais da cultura local. 

Railay Beach

Península localizada em Ao Nang, Railay Beach é uma espécie de vila, cercada de praias pelos lados leste e oeste. Atravessá-la leva entre 10 e 15 minutos. É um lugar de pouco movimento, calma, e, decerto, de natureza! Você pode se hospedar na Railay West, com mais conforto, praia à noite e menos agito, ou em Railay East, que é mais simples, mais barata e com mais agito.

Pattaya

Trata-se de uma praia que fica a duas horas de carro de Bangkok. Se você quer um lugar calmo com praia linda sem precisar de avião, achou o que procura. Para chegar, você pode ir de ônibus ou de van, que, na época, custava R$9,00. 

Existe por lá a Walking Street, uma rua que é uma versão compacta de Khoa San Road de Bangkok. Lá estão os famosos shows de drag queens e bares badalados. A cidade é conhecida como a “capital do sexo”. Certamente você conhece a fama da prostituição na Tailândia, que abordarei mais pra frente. Caso não seja de seu interesse, opte por um bom jantar em restaurantes próximos à orla. 

De Pattaya você pode fazer um passeio para Koh Larn, uma ilha a 30 minutos de lá. Vá até o píer e se informe os horários de saída dos barcos, ou contrate uma agência. A ilha conta com 6 praias, dentre as quais o ideal é que você escolha uma para passar o dia, pois elas não são próximas para caminhar. Eu fiquei na Tien Beach, com águas lindas, poucos turistas, muitos restaurantes e é dá acesso à Samae Beach

 

Ayutthaya

Antiga capital do reino de Sião durante 400 anos, Ayutthaya é formada por ruínas a céu aberto. Também conta com muitos templos e possui uma importância histórica enorme: abrigou mais de trinta reis, sobreviveu a invasões birmanenses e até a enchentes. Possui também, como é tradicional na Tailândia, vários templos para visitação. 

Para chegar, você pode fechar o passeio direto com o hotel que você se hospedar, ir de trem ou fechar com agência de turismo. Fica a 45 minutos de trem de Bangkok, o que proporciona um bate e volta muito legal: você sai da bagunça de Bangkok e, ainda por cima, conhece mais da história tailandesa.

Atenção!! Lá é MUITO quente. Vá com roupas frescas, mas lembre-se de levar algum paninho para se cobrir, caso visite os templos.

 

Erawan Park

Localizado na província de Kanchanaburi, a 2h30 de Bangkok, o Erawan National Park é um achado na Tailândia. Sério, é até difícil acreditar que tão perto dali existe tanta modernidade e caos. Para chegar lá, o ideal é se hospedar em Kanchanaburi e, a partir de lá, pegar ônibus para o parque. Também existe hospedagem no parque, mas é mais caro e sem contato com a infraestrutura da cidade. Existem até quartos flutuantes! Aí vai de gosto e de bolso. 

O Erawan Park conta com 7 cachoeiras, muito famosas na Tailândia, com uma distância de mais ou menos 2km entre elas. Poucas contam com espaço para tomar sol, pois a maioria é coberta de árvores. Você também irá se deparar com macacos e, mais uma vez: respeite o espaço do outro, seja o outro pessoa ou animal. 

A província de Kanchanaburi possui também a opção de visitar museus e memoriais de Segunda Guerra Mundial, sendo, portanto, um passeio bacana para saber mais da história do lugar. 

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Prostituição na Tailândia

O assunto é polêmico e delicado, mas senti necessidade de falar sobre. Em primeiro lugar, vocês bem sabem que Luisa Galiza JAMAIS será o tipo de pessoa que se apega a pudor e ausência de liberdade. No entanto, o que acontece na Tailândia é mais delicado e precisa de atenção. 

O país é um dos que apresentam maiores números de prostituição infantil do mundo. Um estudo de 2011 aponta que, à época, existiam mais de 370 mil crianças “imigrantes” em situação irregular na Tailândia. Acho que vocês entendem que isso, na verdade, é tráfico infantil. 

A indústria do sexo no país é ainda muito forte. Algumas instituições estimam que até 300 mil pessoas trabalham nesse ramo, muitas do sexo feminino. A prática é uma via de mão dupla. Em reportagens vemos que a prostituição proporciona uma vida confortável, com um salário até dez vezes o comum na Tailândia. 

Por outro lado, ainda existem, como falei, lugares em que as mulheres encontram-se em situações degradantes e humilhantes. Eu acredito que o que é relacionado a sexo deva ser livre, as pessoas envolvidas devem sentir-se confortáveis e não se sentirem oprimidas e humilhadas por isso. Existem shows extremamente bizarros, como o Ping Pong Show e o Pussy Smoking Cigarette Show. Sim, cigarros em vaginas. 

O setor é tão lucrativo que a ação governamental e policial é de difícil ocorrência, já que movimenta muito a economia de grandes capitais, como é o exemplo de Bangkok. Ocorrem, ainda, diversos golpes a ricassos europeus, que caem na lábia de belas jovens tailandesas que afirmam amor e lealdade. 

E apesar de escancarada, grande parte da prostituição do país, na verdade, acontece às escondidas, em cafés e lugares menos chamativos. São patrocinadas por clientes tailandeses, invisíveis aos turistas que visitam a Tailândia.

Mas Luisa, por que falar sobre prostituição?

Resolvi falar sobre isso por dois motivos: primeiro para deixar bem claro que, se você vai para a Tailândia, você vai, sim, encontrar prostituição por lá. É comum, normal e aceito. Segundo para pedir que, se você aprecia essa prática, ou pelo menos tem curiosidade de conhecer, pesquise bastante antes de ir. Não dê seu dinheiro a casas que exploram e humilham diariamente mulheres que não estão ali por vontade própria, mas por precisar daquele dinheiro. Também não financie o tráfico infantil sexual. Pesquise e saiba exatamente para que tipo de estabelecimento você está entregando seu dinheiro.

Dicas finais para a Tailândia

  • Não fique todo o voo sentado(a). O voo para Bangkok leva, no total, 20 horas. Caminhe e ative a circulação de suas pernas;
  • Em Bangkok, atente-se ao transporte. A cidade é caótica e selecionar o melhor meio é essencial para que você passe por lá sem muito estresse;
  • Tome cuidado com a comida thai. É muito exótica, muito diferente da nossa culinária. Procure por lugares, sobretudo, com maior aparência higiênica. E se não gosta de comida muito apimentada, sempre frise isso, pois o grau de “apimentação” deles é muito diferente do nosso, rsrs;
  • Veja também sobre seguro viagem para a Tailândia, que vai te respaldar em muita coisa, inclusive em caso de intoxicação alimentar (o que não é impossível, vá por mim);
  • NÃO VÁ ao Ping Pong Show, famoso em Bangkok. Sério. É degradante, chega a beirar o asqueroso e, ainda por cima, pode roubar seu dinheiro e te deixar muito prejudicado;
  • No mais, leia também as 20 dicas que dou para quem pretende visitar a Tailândia.

 

Viagem para Ásia: Maldivas

Viajar para a Ásia significa, para muitos viajantes, viajar para as Ilhas Maldivas.

Onde ficam as Ilhas Maldivas?

As Ilhas Maldivas também ficam no sudeste asiático. Possui 1.196 ilhas, das quais apenas 203 são habitadas. Segundo uma lenda maldívia, um príncipe cingalês encalhou com a esposa numa lagoa, dominando a região como o primeiro sultão e dando origem, assim, ao lugar. Possui 21 divisões administrativas. A maior ilha é a Gan. O país segue o islamismo há mais de 800 anos, e outra crença não é admitida por lá. Caso ocorra, deve ser feito às escondidas. 

O que fazer nas Maldivas?

Olha, basicamente, existem duas coisas principais: relaxar muito e se aventurar na vida marinha. Apesar de reduzidas opções, não se engane: passar uma semana por lá não vai, de modo algum, enjoar ou cansar. As vistas paradisíacas e o contato com a vida marinha proporcionam uma viagem inesquecível. 

Dhigurah

Essa foi a mais bela e interessante das duas que visitei. Uma das ilhas mais compridas das Maldivas, possui apenas 640 habitantes. É uma ilha surreal de linda, onde as principais atrações são relacionadas à vida marinha. Não por outro motivo é uma das preferidas dos mergulhadores. 

São poucas as opções de hospedagem no local, todas bastante próximas. Eu me hospedei na Boutique Beach All Inclusive Diving Hotel, que além de muito confortável, é um centro de mergulho! Oferece snorkel e mergulhos, com equipe preparada. Proporciona uma experiência surreal!! As diárias custavam, em 2019, mais ou menos R$1.200,00 em alta temporada (novembro a abril) e R$700,00 em baixa temporada (maio a outubro). Você pode ler mais sobre ele nesse post aqui!

As principais alternativas do que fazer em Dhigurah são relacionadas ao mar. Mergulhos, snorkel… Mas veja também o nascer e o pôr do sol, que são incríveis num lugar tão paradisíaco assim. 

 

Dhangethi

Se você quer fazer uma viagem maravilhosa gastando o mínimo possível, digo com certeza que Dhangethi é uma das melhores opções. Para isso, você irá, inegavelmente, abrir mão de alguns luxos. Mas te garanto: o lugar é tão incrível que isso se torna apenas um mero detalhe. A minha experiência foi muito tranquila. Existem passeios, praias paradisíacas… Além de restaurante locais bem simples. Nessa ilha, os ânimos são mais calmos e familiares.

A hospedagem, tal qual em Dhigurah, é de poucas opções. Eu fiquei no Mala Boutique Inn, muito barata: para ficar 3 dias, paguei R$680,00. Sem nenhuma alimentação inclusa. O café da manhã era R$5, enquanto almoço e jantar eram R$10.

Assim como em Dhigurah, em Dhangethi as principais atrações são marinhas. Você pode aproveitar tudo isso! O Mala Boutique Inn, inclusive, fornece gratuitamente nadadeira e snorkel para você que deseja explorar o maravilhoso mar.

ATENÇÃO: em qualquer ilha que for, leve adaptador de tomada universal. Também não há caixas eletrônicos! Mas todos os lugares aceitam cartão de crédito.

 

Posso economizar nas Maldivas? 

Mas é claro que sim! Ainda que vista como luxuosa, a viagem para as Maldivas pode ser muito mais barata do que se imagina. Obviamente que, em comparação com outras viagens, ela custa, sim, caro. Mas pode ser menos 🙂

Fatores diversos como alimentação e passeios interferem diretamente nos custos de uma viagem. Para se informar mais sobre os custos de uma viagem para Ilhas Maldivas, leia o post QUANTO CUSTA IR PARA MALDIVAS? VEJA DICAS PARA ECONOMIZAR NESSE PARAÍSO.

 

Dica extra

Nos posts 21 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE AS ILHAS MALDIVAS e 6 MOTIVOS PARA VOCÊ VISITAR AS MALDIVAS eu elenco algumas outras informações e dicas necessárias para antes de sua viagem. Leia com atenção! 

 

Então, consegui te convencer a fazer uma viagem para Ásia? Espero que sim, hein! Conta pra mim e para outros leitores suas experiências por lá!

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